ESTÁGIO CURRICULAR III DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM DA FAEN/UFMT
Docentes:
Prof. Dra. Mara Ribeiro
Prof. Dra. Lidiane Alencastro
Discentes:
Adriano Borges
Maria Claudia
Juliana Mello
Patrícia Massmann
Ramon Turchet
1. INTRODUÇÃO
Na linha do tempo, podemos acompanhar ao longo dos anos, a evolução do Curso de Graduação em Enfermagem da UFMT, Campus de Cuiabá, instituído em 1975 pela Resolução CD nº 80 de 08/10/1975, em constante revisão e qualificação curricular. Na segunda metade da década de 1970, o curso tinha duração de três anos, somando 2.540 horas distribuídas em seis semestres. Em 1980, ocorreu a primeira modificação significativa, com a ampliação da carga horária para 3.660 horas e integralização para quatro anos de duração. Em 1990, ocorreu a segunda grande reforma, com ajustes de natureza acadêmica e pedagógica (PPC, 2022)
Em 1996, por meio da Resolução CONSEPE nº 55/1996, o curso passou por uma nova reforma curricular, expandindo a carga horária total para 4.035 horas, em busca de fortalecer a prática profissional na formação. Não se encontrou registros completos da grade curricular referente a este período (UFMT, 1996).
Em 2010, o Projeto Político do Curso (PPC) foi implementado no semestre 2011/1 por meio da Resolução CONSEPE nº 114/2010 elevando a carga horária para 4.272 horas, destinando 20% desse total às atividades de estágio (854,4 horas). Assim sendo, o Estágio Supervisionado Curricular I, instituído no 8º semestre, com carga horária de 448 horas, abrangeu ações de atenção à saúde de crianças, adolescentes e adultos em diferentes cenários, como comunidades, serviços sociais, unidades básicas, serviços especializados e emergências. O Estágio Supervisionado Curricular II, desenvolvido no 9º semestre, com carga horária de 448 horas, concentrou-se na atuação em unidades da rede assistencial e gerencial do sistema de saúde, enfatizando práticas de gestão em saúde e em enfermagem. (UFMT, 2010).
Em 2022, a atualização mais recente se deu com o PPC de 2022, vigente a partir do semestre 2023/1, conforme a Resolução CONSEPE-UFMT nº 295/2022, com o propósito de incorporar os elementos centrais das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), conforme a Resolução CNE/CES nº 3, de 7 de novembro de 2001, e as atualizações apresentadas pela Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 573, de 31 de janeiro de 2018, referente à proposta de DCN para o Bacharelado em Enfermagem. Nesse processo, buscou-se alinhar o perfil do egresso às necessidades sociais em saúde, valorizando a integração ensino-serviço-gestão-comunidade, a integralidade da atenção e a organização em Redes de Atenção à Saúde (RAS). Ficando os ECS, no curso de enfermagem do campus de Cuiabá, organizados em estágios obrigatórios de supervisão semidireta, totalizando 1280 horas, distribuídas entre o ECS I (128 horas), ECS II (560 horas) e ECS III (592 horas) (UFMT, 2022).
O Regulamento de Estágio Curricular Supervisionado do curso de enfermagem fundamenta-se na Lei nº 11.788/2008, nas Resoluções CONSEPE nº 134/2021 e nº 310/2022 da UFMT, na Resolução nº 569/2017, que reafirma o papel do SUS na formação dos profissionais de saúde, e na Resolução CNE/CES nº 3/2001, referente às Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Enfermagem. Considera-se ainda o processo de reformulação curricular, Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Enfermagem, previsto na Resolução nº 574/2018. O ECS, tem como objetivo proporcionar ao estudante experiências práticas que permitam aplicar e aprofundar conhecimentos adquiridos ao longo da formação. São componentes essenciais para qualificar o acadêmico para o exercício profissional, promovendo vivências no campo de atuação e aproximando-o da realidade de trabalho (PPC, 2022).
A carga horária semanal do ECS pode variar entre quatro e oito horas por dia, sem ultrapassar o limite de 40 horas semanais previsto na legislação federal de estágios. O planejamento, a execução e a avaliação das atividades são de responsabilidade conjunta do professor e do preceptor, que mantêm sua autonomia, desde que suas ações sejam submetidas ao colegiado do curso. O acompanhamento do estágio pelo orientador institucional deve ocorrer de forma direta, semidireta ou indireta, com participação do supervisor técnico credenciado, conforme a Lei nº 11.788/2008 e as normas definidas no regimento de estágio (UFMT, 2021).
Mediante ao exposto, conforme proposta para a atividade de disciplina de Metodologia do Ensino Superior, do Programa de Pós Graduação em Enfermagem - turmas de mestrado e doutorado, este presente trabalho tem a finalidade de analisar crítico e reflexivamente os documentos que regem a formação em enfermagem, apontando as conformidade com as diretrizes previstas e identificando as oportunidades de melhorias, para tal avaliar-se os benefícios do trabalho em equipe.
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo geral
Compreender os benefícios gerados do trabalho em equipe ao analisar o componente estágio supervisionado III.
2.2 Objetivos específicos
1
Análise Documental
Realizar análise documental quanto a estrutura, requisitos, interfaces entre diretrizes para os documentos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Diretrizes Curriculares Nacionais de Enfermagem (DCNe), do Plano Político do Curso (PPC), Plano de ensino e instrumento de avaliação do estágio curricular III do curso de graduação de enfermagem da faculdade de Enfermagem (FAEN) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
2
Análise Crítica e Propostas
Realizar análise crítica e reflexiva nos documentos supracitados e propor oportunidades de melhorias para fortalecer o processo de ensino-aprendizagem na FAEN/UFMT.
3. METODOLOGIA APLICADA PARA EXECUÇÃO DO TRABALHO
01
Análise Documental
Para a análise documental da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Diretrizes Curriculares Nacionais de Enfermagem (DCNe), do Projeto Pedagógico do Curso (PPC), Plano de ensino e instrumento de avaliação do estágio curricular III do curso de graduação de enfermagem da faculdade de Enfermagem (FAEN) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foram realizadas as leituras individuais, a seguir realizado o compartilhamento das ideias nas reuniões dos grupos e por fim construído um documento compartilhado para construção desta versão.
02
Registro das Reuniões
Para o registro das reuniões com o grupo de trabalho, foram elaboradas ata de reunião para direcionamento das atividades e das etapas do trabalho.
03
Trabalho Escrito
Para o teorização do tema, foi elaborado trabalho escrito, seguindo as normas acadêmicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
04
Articulação entre os grupos
Para a interface entre os grupos, foi alinhado uma reunião conjunta com os demais grupos de trabalho para a exposição das atividades e sugestão de proposta de articulação entre os 3 estágios curriculares.
05
Apresentação Final:
A estratégia ativa de ensino definida para apresentar as propostas foi a Peer Instruction, com duração de 1hora destinada à apresentação e discussão entre a turma e convidados. A metodologia sugerida baseia-se em abordagens interativas e colaborativas, promovendo a aprendizagem ativa. A utilização de abordagens metodológicas como a "Peer Instruction" (Instrução por Pares), associada a sessões de Brainstorming e Feedback Imediato, pode ser fundamental para engajar os participantes e validar suas sugestões de forma dinâmica. A teoria por trás da "Peer Instruction" é baseada na ideia de que o aprendizado é mais eficaz quando os participantes discutem conceitos e ideias com seus pares, promovendo uma troca ativa de conhecimentos. Isso também incentiva a resolução de problemas em grupo, o que é essencial para um ambiente educacional colaborativo.

Segundo Mazur (1997), a Instrução por Pares (Peer Instruction), complementada por sessões de Brainstorming, facilita a construção de conhecimento coletivo e a reflexão crítica entre os participantes. A utilização de ferramentas digitais, como o Padlet, é recomendada para otimizar a coleta e a análise das sugestões, promovendo um ambiente de aprendizagem mais dinâmico e participativo. O objetivo da abordagem metodológica é fomentar o engajamento dos participantes e promover a construção de soluções coletivas, utilizando uma estrutura de tempo bem definida para garantir a eficiência da interação e da validação das propostas apresentadas.
METODOLOGIA DA APRESENTAÇÃO - PEER INSTRUCTION
Tempo para desenvolver a metodologia - 60 minutos
Estruturação da metodologia ativa escolhida:
Mini-apresentação e Lançamento da Questão
10 minutos
Apresentação concisa dos pontos-chave do trabalho. O objetivo é fornecer a base necessária para a discussão, não esgotando o assunto.
Lançamento da Questão: Ao final da apresentação, será entregue uma situação problema com perguntas abertas relacionadas ao trabalho, exigindo sugestões e validação dos participantes.
Discussão em Pares
25 minutos
Think (Pensar - 7 min): Os participantes pensam individualmente sobre a questão proposta.
Pair (Emparelhar - 8 min): Os participantes serão divididos em pares ou pequenos trios para discutir suas ideias e sugestões.
Share (Compartilhar - 10 min): Um representante do grupo irá compartilhar as principais sugestões ou conclusões com todos.
Brainstorming e Validação
10 minutos
Brainstorming (5 min): Brainstorming geral, todos podem lançar sugestões adicionais usando padlet.
Validação/Priorização (5 min): Os participantes irão votar para indicar quais sugestões consideram mais relevantes.
Sumarização
10 minutos
Breve fechamento, destacando as principais sugestões levantadas e validadas. Apresentar gráficos do forms.
Indique como essas sugestões serão utilizadas ou incorporadas ao trabalho, valorizando as contribuições.
SITUAÇÃO PROBLEMA
Lucas é estudante do 10º semestre de Enfermagem e inicia seu Estágio Supervisionado no Hospital Jardim Esperança. Ele chega motivado, esperando desenvolver habilidades clínicas e ampliar seu raciocínio profissional. No entanto, logo nos primeiros dias, começa a se sentir temeroso com seu percurso e com se dará o processo formativo e avaliativo.
Ao chegar no estágio, Lucas se sente perdido, pois não sabe como organizar e definir suas dificuldades, suas expectativas e se seus conhecimentos prévios serão suficientes. Como proposto, o professor responsável, Prof. Renato, entrega o plano do estágio e afirma que a avaliação será “contínua e formativa”, sem explicar claramente como isso ocorrerá.
No campo de prática, Lucas é acolhido pela preceptora Ana, que demonstra boa vontade, mas revela que não recebeu orientações da instituição de ensino sobre critérios, instrumentos ou etapas do processo avaliativo. Ela comenta que cada instituição costuma exigir procedimentos diferentes e que, nesta ocasião, não recebeu nenhum documento oficial.
Durante as semanas seguintes, Lucas se esforça para realizar as atividades, porém sente falta de feedbacks estruturados. Realiza consultas, acompanha procedimentos e participa de ações da unidade, mas não sabe se seu desempenho está adequado. Sempre que tenta pedir devolutiva, recebe apenas mensagens como: — “Continue se dedicando, estamos acompanhando.”
O aluno começa a ficar inseguro, pois não entende exatamente o que o professor espera de seu desempenho ou quais competências estão sendo observadas. Duas semanas depois, Lucas recebe uma avaliação parcial com notas baixas, especialmente nos critérios de autonomia e tomada de decisão. Surpreso, procura Ana para perguntar o que motivou aquela pontuação. Ela responde: — “Eu não participei dessa avaliação. Nem sabia que essa etapa já estava acontecendo.” Isso aumenta ainda mais a confusão de Lucas, que se sente injustiçado e sem orientação adequada.
Ao questionar o professor, ele recebe explicações vagas sobre os critérios utilizados e é informado de que o acompanhamento é “global”, sem detalhamento das observações feitas. Lucas argumenta que não recebeu feedbacks que o ajudassem a melhorar, mas Renato afirma que o aluno deve estar “atento às oportunidades de aprendizagem”.
A situação gera tensão entre os envolvidos. Lucas sente-se perdido, desmotivado e tem receio de ser reprovado sem entender os motivos; Ana se sente deslocada no processo, pois não foi integrada à avaliação e Renato acredita que está cumprindo seu papel, embora não tenha estabelecido um fluxo claro de comunicação.
A coordenação do curso é avisada e uma reunião é marcada para alinhar as informações. Antes do encontro, surge a necessidade de refletir:
  • Considerando o processo de avaliação, o que foi percebido?
  • Que estratégias poderiam garantir uma avaliação adequada?
Perguntas
Discussão em Pares / Pequenos Grupos (Peer Instruction / Think-Pair-Share) (20 min) Think (Pensar - 7 min): Os participantes pensam individualmente sobre a questão proposta. Pair (Emparelhar - 8 min): Os participantes serão divididos em pares ou pequenos trios para discutir suas ideias e sugestões. Promover a troca de conhecimentos e o engajamento. Share (Compartilhar - 5 min): Um representante do grupo irá compartilhar as principais sugestões ou conclusões com todos.
Sessão de Brainstorming e Validação (10 min)
Uso do padlet: (https://padlet.com/patriciafernandesmassmann/levantamento-de-sugest-es-qcopfeh4bqgrh055)
Padlet
Brainstorming (5 min): Brainstorming geral, todos podem lançar sugestões adicionais (usar um quadro branco ou ferramenta digital para registro visual). Validação/Priorização (5 min): Os participantes irão votar para indicar quais sugestões consideram mais relevantes.
Forms
Sumarização (10 min)
Sumarização: Breve fechamento, destacando as principais sugestões levantadas e validadas. Apresentar gráficos do forms. Indique como essas sugestões serão utilizadas ou incorporadas ao trabalho, valorizando as contribuições.
4. ANÁLISE DOCUMENTAL E REFLEXÃO CRÍTICA
Para além da conformidade, pretende-se observar a interface entre os documentos analisados e o que estes versam sobre a qualidade do processo ensino-aprendizagem que resultam consequentemente na eficácia pedagógica pretendida, voltada ao ECS III apontando os pontos de convergências e conformidades com o estabelecido nas diretrizes e identificando as oportunidades de melhorias para o estágio III. Para tal, apresentamos a estrutura do estágio vigente descrito na Tabela 001 e em seguida a tabela comparativa das conformidades prevista e incluídas no modelo vigente estabelecido para o estágio III e as lacunas e as oportunidades de melhorias descritas na Tabela 002.
Tabela 001.
Apresentação da distribuição dos estágios supervisionados conforme estrutura curricular do curso de graduação em Enfermagem do campus de Cuiabá.
Tabela 002.
Análise dos componentes do Estágio Supervisionado III [1]
5. FRAGILIDADES IDENTIFICADAS
Destacamos a seguir os pontos que se refere às oportunidades de melhorias levantadas, destacamos a seguir 04 pontos relevantes para o Estágio Curricular Supervisionado:
5.1 Tipos de avaliação do componente
5.1.1 Avaliação formativa
A fim de contextualizar o processo de avaliação formativa prevista para o estágio III, o plano de ensino vigente propõe a frequência de 75% da carga horária total da disciplina, conforme Resolução CONSEPE Nº 63, de 24 de setembro de 2018. Prevê o registro de carga horária de falta, em dia de estágio, conforme especificação no cronograma da disciplina de ESCIII (semanalmente oito horas e em dias de plantões, às seis horas) e versa que as avaliações serão realizadas integrando os conteúdos teórico-práticos a partir da vivência dos alunos em prática clínica. O aluno deverá alcançar a média 5.0 para a aprovação final com 75% da frequência. No que concerne ao desempenho esperado a distribuição dos critérios de desempenho esperado incluem:
  1. desenvolvimento do diagnóstico situacional;
  1. desenvolvimento de estudo de caso clínico para avaliação da prática clínica a beira leito (com pontuação de 10 pontos para compor a nota);
  1. elaboração e organização dos registros semanais de acompanhamento (com pontuação de 10 pontos para compor a nota);
  1. Participação na Simulação clínica Suporte Básico e Avançado de Vida em Cardiologia (com pontuação de 10 pontos para compor a nota);
  1. Desenvolvimento da intervenção em serviço com o planejamento, utilizando a ferramenta 5W3H (com pontuação de 10 pontos para compor a nota) e;
  1. Avaliação formativa (com pontuação de 10 pontos para compor a nota). No formato apresentado em plano de ensino, dá-se a entender que as avaliações de desempenho acontecerão ao longo do desenvolvimento do ECS III com a atribuição das notas conforme as atividades forem desempenhadas e ao final do estágio será feito a somatória dos desempenhos, dividindo-se pelo número de atividades avaliadas e atribuídas as notas ex. (D1+D2+D3+D4+D5+D6= valor total) , para a nota final o valor total é dividido por 6 para se obter a média final do estágio. Como oportunidade de melhorias propõe-se a orientação inicial no ECS III ao aluno de que se trata de um processo formativo, que será construído ao longo do tempo no estágio e que conforme os desempenhos avaliados, serão aplicados os feedbacks necessários em tempo hábil revelando os pontos fortes do discente e as oportunidades de melhorias necessárias, a fim de que o discente tenha a oportunidade de se perceber no processo de ensino e aprendizagem, refletir e tomar decisões que favoreçam a melhoria no desempenho e que o ambiente leve favorável ao ensino, contribua com a aprendizagem significativa deste futuro profissional.
Narciso et al. (2024, p. 15) afirmam que "a avaliação formativa emerge como uma resposta às demandas de uma educação mais humanizada e centrada no aluno, capaz de reconhecer e valorizar as diferentes formas de aprendizagem".
A incorporação de tecnologias digitais nos processos de avaliação não apenas moderniza as práticas pedagógicas, mas também oferece novas possibilidades para uma avaliação mais precisa, personalizada e formativa, alinhada às necessidades individuais dos estudantes (FERNANDES et al., 2024, p. e2786).
Medeiros et al (2024) No cenário contemporâneo, a avaliação formativa ganha destaque como uma abordagem que vai além da mera verificação de conhecimentos adquiridos A avaliação formativa não se limita a um momento específico do processo educativo, mas permeia toda a jornada de aprendizagem, oferecendo feedbacks constantes e oportunidades de melhoria tanto para alunos quanto para professores.
5.1.2 Avaliação diagnóstica
Diagnóstica - Não contempla - indicar autoavaliação do discente em três etapas (início, meio e fim) - sugerir documentos.
A avaliação diagnóstica, também conhecido como teste de conhecimento, auxilia o professor na tomada de decisões, pois parte das necessidades específicas daquela turma. Essa avaliação deve ser realizada no início do semestre, que contribuirá para o processo formativo e para as estratégias de ensino. Esta informação auxilia o professor tanto na adequação do conteúdo e preenchimento de lacunas quanto na construção do conhecimento pelos alunos (Luckesi, 2014)
Esse processo não pode ser considerado como um mecanismo de classificação e sim como um modelo de inclusão onde o docente irá utilizar o instrumento como parte do planejamento metodológico, para a adequação às necessidades reais dos alunos. Ele também não pode ser visto pelo lado negativo, como um déficit de aprendizagem ou fragilidade do ensino, mas sim como um ponto de partida para a nortear as estratégias de ensino do professor (Luckesi, 2014).
Por não constar no detalhamento do plano de ensino, que ocorrerá e como ocorrerá a avaliação diagnóstica, elencamos ela como uma das fragilidades para qual será proposta melhoria.
Desta forma, a avaliação diagnóstica é vista como um instrumento orientador e facilitador do ensino, já que fornece ao professor subsídios para uma intervenção pedagógica eficaz, melhorando a qualidade de ensino e aprendizagem de forma ativa e inclusiva. Ao reconhecer as dificuldades reais dos alunos, o professor pode propor soluções viáveis e eficazes condizentes com as necessidades apresentadas, sem agir de forma discriminatória e exclusiva. Com isso aumenta-se o fator de conhecimento e reduz os índices de reprovações e evasões (Luckesi, 2014)
5.1.3 Avaliação com participação do preceptor
A supervisão direta, conforme Art. 11, §3º do PPC, é responsabilidade do preceptor, que acompanha e observa continuamente as ações do discente no campo. O Art. 24, §1º reforça que esse profissional não apenas orienta, mas avalia o estudante como integrante ativo do processo formativo (PPC, 2022).
Entretanto, uma das fragilidades observadas é que profissionais do serviço, muitas vezes, desconhecem claramente quais ações o estagiário deve desenvolver. A apresentação prévia do Plano de Gerenciamento do Cuidado ao preceptor minimiza essa lacuna, direciona o olhar de supervisão e qualifica o acompanhamento.
5.1.4 Dificuldade de mensurar valores/ pontuação das competências no instrumento de avaliação.
Os Estágios Curriculares Supervisionados (ECS) além de serem parte obrigatória do processo de formação do enfermeiro, também é o momento em que o aluno possui para mobilização de seus conhecimentos e aprendizagens em direção à consolidação de práticas e ao fortalecimento de competência profissionais futuras, propiciando a interação de competências cognitivas, afetivas e psicomotoras (FILHO, SILVA e ALONSO, 2024; SIQUEIRA e FERREIRA, 2025).
Por mais que tenham propostas dos estágios passarem por adequações ou reorganizações dos processos avaliativos, estes são essenciais no processo de ensino - aprendizagem e de crescimento do aluno, pois a avaliação contempla um trabalho realizado pelo corpo docente, de modo que seja possível verificar o grau de desenvolvimento do aluno. O processo avaliativo é parte essencial da evolução discente, por isso, precisa ser visto e pensado de maneira coerente e integrativa.
Ao falar em avaliação, o que nos vem em mente não deve ser algo em que nos aprisione, porque muitas vezes o indivíduo tem potencialidades que não são encontradas em determinadas “caixas” que já estão disponíveis, nesse momento, percebe-se que o processo avaliativo precisa ir além, expandir horizontes e possibilidades, pois em sua multidimensão, as pessoas apresentam diversas aptidões e habilidades, que devem ser consideradas quando do processo avaliativo, que é uma tarefa fundamental e contínua (SIQUEIRA e FERREIRA, 2025).
Nesse contexto, a avaliação dada em conceitos e com mensuração de valores, pode auxiliar o aluno a identificar se está evoluindo ou não, favorecendo o processo de aprendizagem.
5.2- ATENDIMENTO ÀS NORMATIVAS
5.2.1 Resolução CNS 573/2018 - Art. 26º.
No Sistema Único de Saúde, para fins de compreensão das atribuições, entende-se por gerência a administração de unidades ou órgãos de saúde, como ambulatórios, hospitais, institutos ou fundações que atuam como prestadores de serviços ao SUS. Já gestão refere-se à condução de um sistema de saúde nos níveis municipal, estadual ou nacional, envolvendo funções como coordenação, articulação, negociação, planejamento, monitoramento, controle, avaliação e auditoria. Podem ser identificadas quatro macrofunções da gestão em saúde: a formulação de políticas e o planejamento; o financiamento das ações e serviços; a coordenação, regulação, controle e avaliação do sistema, das redes de atenção e dos prestadores públicos ou privados; e, por fim, a prestação direta de serviços de saúde (BRASIL, 2003).
Nesse sentido, deve-se avaliar se o que está sendo utilizado como ambientes de gestão, setores com responsabilidade por planejar, organizar, executar e controlar as ações e os serviços para garantir o direito à saúde, que se articulam com os níveis de atenção da saúde, primeiramente, são de gestão ou de gerenciamento? Como contemplará a distribuição de carga horária solicitada pela nova DCN? Resolução CNS 573/2018, que diz em seu Art. 26:
A carga horária mínima do Estágio Curricular Supervisionado -ECS deverá totalizar 30% (trinta por cento) da carga horária total do Curso de Graduação Bacharelado em Enfermagem, assim distribuída: 50% na atenção básica e 50% na rede hospitalar.
Para atender a nova DCN é necessário deixar claro qual carga horária, de gestão, compete ao serviço de atenção básica e qual do serviço hospitalar. Pois no PPC consta ECS na UBS 49% (560h) e ECS hospitalar 51% (592h).
5.2.2 - Resolução CNE/CES Nº 3, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2001.
Art. 7º Na formação do Enfermeiro, além dos conteúdos teóricos e práticos desenvolvidos ao longo de sua formação, ficam os cursos obrigados a incluir no currículo o estágio supervisionado em hospitais gerais e especializados, ambulatórios, rede básica de serviços de saúde e comunidades nos dois últimos semestres do Curso de Graduação em Enfermagem.
Com o propósito de resgatar e aplicar toda a fundamentação teórica construída ao longo da formação, o ECS integra a matriz curricular dos cursos de graduação em Enfermagem no Brasil no momento em que o estudante já concluiu a maior parte dos conhecimentos epistemológicos e da formação técnica específica, o que lhe permite mobilizar seu aprendizado para solucionar problemas, analisar as diferentes situações que se apresentam e tomar decisões capazes de gerar os melhores resultados (MARRAN; LIMA; BEGNATO, 2015).
A DCN orienta que os estágios estejam contemplados nos últimos dois semestres do curso e no PPC vigente os estágios estão, dentro da estrutura curricular, inseridos nos três últimos semestres.
5.3- Orientações complementares aos alunos no manual do estágio.
O manual do estágio que está sendo desenvolvido apresenta os principais aspectos e orientações aos discentes para que realizem o estágio de forma adequada. Além de descrever o componente e suas especificidades, o documento estabelece as responsabilidades dos estudantes que irão a campo. Contudo, ao analisarmos a proposta ainda em elaboração, identificamos que alguns pontos que competem aos discentes e que deveriam estar claramente explicitados não aparecem na redação.
5.4 Contemplar ações de educação em saúde e formação contínua.
A construção de práticas nos estágios curriculares participativas, colaborativas e sensíveis às demandas dos usuários do sistema de saúde depende do investimento contínuo em estratégias inovadoras, capazes de estimular a reflexão crítica, o diálogo e a proposição de ações coerentes e transformadoras em saúde (Mendes, 2019; ROTHEBART et al., 2024).
A Educação Permanente em Saúde (EPS) nos estágios curriculares de enfermagem é fundamental para articular a teoria aprendida na academia com a realidade prática dos serviços de saúde. Diferente da educação continuada, a EPS foca na transformação das práticas a partir do cotidiano, promovendo o desenvolvimento de competências teórico-práticas e a reflexão crítica sobre o processo de trabalho. Durante o estágio, essa abordagem facilita a integração ensino-serviço, preparando o estudante para enfrentar desafios reais, utilizar novas tecnologias e oferecer uma assistência humanizada e integral (SOUSA et al., 2025).
A Educação Permanente em Saúde é um pilar fundamental para a qualificação contínua dos profissionais e favorece um aprendizado integrando teoria e prática, o que resulta em intervenções mais seguras e eficazes (BRASIL, 2018; OGATA et al., 2024).
6. PROPOSIÇÃO DE MELHORIAS
6.1 Avaliação do componente
6.1.1 Avaliação formativa
Recomenda-se verificar se:
  • Deve ocorrer regularmente;
  • Ter devolutivas sistematizadas do docente e do preceptor;
6.1.2 Avaliação diagnóstica
Auto-avaliação[1]
Na sua opinião, você está utilizando as seguintes competências técnicas abaixo?
COMPETÊNCIA 1: Saber cuidar frente ao processo saúde e doença e necessidades individuais, familiares e coletivas em saúde, para atuar nas diferentes situações clínicas, articulando conhecimentos, habilidades e atitudes em situações reais nos níveis de complexidade (secundários e terciários) e responsabilizando-se pela qualidade do cuidado de enfermagem, alinhados às diretrizes e princípios do SUS.
Atualmente não contemplada formalmente. Propõe-se sua inclusão por meio de autoavaliação do discente em três etapas:
  • início do estágio;
  • meio do estágio;
  • final do estágio.
Segundo Luckesi (2014), a avaliação diagnóstica tem função orientadora, não classificatória. Ela permite identificar conhecimentos prévios, lacunas e expectativas, servindo como ponto de partida para o planejamento pedagógico e para o plano de gerenciamento do cuidado.
6.1.3 O Papel do Preceptor na Avaliação e no Processo Formativo
Considerando a importância do papel do preceptor, responsável por acompanhar o discente mais de perto, torna-se necessário que ele participe ativamente do processo avaliativo. Sugere-se que o preceptor realize avaliações formativas do discente em três momentos: após um mês de estágio, após três meses e ao final do período de estágio, utilizando o mesmo instrumento de avaliação aplicado pelo docente.
As avaliações devem ser repassadas ao aluno na forma de feedback estruturado, possibilitando a identificação de pontos fortes, o ajuste de condutas e a busca contínua por melhorias ao longo do estágio.
6.1.4 Proposição de instrumento de Avaliação
Proposição de instrumento de Avaliação
Avaliação de Desempenho no Estágio - Preceptor e Professor
6.2- Atendimento às normativas
6.2.1 - Resolução CNS 573/2018 - Art. 26º.
Rever e descrever de forma mais detalhada como atenderá a distribuição de carga horária dos estágios, considerando que a nova DCN solicita que seja cumprida a carga horária na seguinte proporção na rede de atenção à saúde: 50% na atenção primária à saúde e 50% na atenção hospitalar e/ou serviços de média complexidade. É preciso apresentar com clareza a distribuição da carga horária do estágio I dentro dessa distribuição.
6.2.2 - Resolução CNE/CES Nº 3, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2001.
Verificar se não há problema em extrapolar os semestres indicados para que ocorra os ECS, conforme DCN vigente. Só observação, pois, o PPC já foi aprovado.
6.3 - Orientações complementares aos alunos no manual do estágio
Sugestões de acréscimo ao Manual do estagiário, tópico “o que compete aos discentes”:
  1. Não permanecer no campo de estágio na ausência do preceptor e comunicar ao Professor supervisor imediatamente; (Deve ser citado no Apêndice do PPC)
  1. Somente realizar procedimentos invasivos sob a supervisão do preceptor;
  1. Pode ou não utilizar geladeiras para guardar alimentos;
  1. Quais banheiros os discentes podem e não podem utilizar (se for pertinente citar)
  1. Pode ou não usar o repouso dos funcionários;
  1. Citar o local para realizar as refeições (tempo de permanência no local);
  1. O local destinado para guardar seus pertences extras, se houver; (Ex. Capacete, mochila)
  1. Onde podem ou não estacionar o automóvel, se for o caso;
  1. Manter sob sigilo tudo o que diz respeito à documentação e imagem de terceiros (usuários e funcionários) e de uso exclusivo das instituições e locais do ensino, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados.
  1. Não podem fumar ou beber no ambiente de estágio;
  1. Não podem se responsabilizar por objetos de valor dos usuários;
  1. Não podem receber ou exigir gratificações ou valores dos usuários;
  1. Não retirar qualquer objeto, material, equipamentos, insumos do local de estágio;
  1. Não se responsabilizar por incapazes durante o estágio;
  1. Citar os princípios éticos: autonomia, liberdade, respeito, responsabilidade, legitimidade, pudor, isonomia, honestidade, verdade, moralidade, legalidade, justiça.

6.4 Ação de Educação Permanente e em saúde
Dentre as fragilidades identificadas no diagnóstico situacional, cada discente deverá selecionar uma para desenvolver uma ação educativa no setor, podendo envolver:
  • educação em saúde ou permanente;
  • construção de protocolos, fluxos e manuais;
  • intervenção prática para melhoria de processos.
Essa etapa fortalece a competência educativa (competência 3 do Manual de Estágio).
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conforme observado nas análises realizadas, comparando e avaliando o Plano de Ensino e o Manual do Estágio Supervisionado III sob a ótica das DCNs e do PCC, foram identificadas algumas inconsistências relevantes. A que mais se destaca refere-se à avaliação do componente, destacando-se a ausência dos tipos de avaliação como a diagnóstica, e a falta de detalhamento que permita compreender a aplicação da avaliação formativa. Não ficou evidente como o aluno contemplaria as competências “Liderança” e “Educação permanente”, também foi percebido, no instrumento de avaliação, a dificuldade em se definir a pontuação, uma vez que esta é apresentada apenas por conceitos qualitativos, como “bom” ou “ruim”, o que pode dificultar a compreensão do aluno quanto ao seu progresso e desenvolvimento.
De modo geral, tanto o Plano de Ensino quanto o instrumento de avaliação atendem às normativas, leis e regulamentos vigentes. Considerando que o Manual apresentado ainda se encontra em fase de construção, não foi possível realizar uma análise mais aprofundada, sendo feitas algumas sugestões que julgamos pertinentes para seu aprimoramento.
Ressalta-se que todas as observações e sugestões foram elaboradas com base nos documentos escritos fornecidos, não tendo havido acesso aos relatos ou às motivações que fundamentaram as escolhas feitas pelo grupo docente. Dessa forma, compreendemos que as propostas apresentadas são apenas sugestões, que podem ou não ser incorporadas, considerando a viabilidade e o interesse da equipe responsável. Destacamos ainda que não há intenção de ofender ou simplesmente apontar equívocos como julgamento. O objetivo é fomentar a discussão, de modo que, em conjunto, seja possível aprimorar o material já existente.
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E ANEXOS
ALBINO FILHO, M. A.; SILVA, E. A. da; ALONSO, I. R. Desempenhos acadêmicos para realização do estágio curricular supervisionado em enfermagem na atenção hospitalar. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 24, n. 1, p. e14525, 23 jan. 2024.
BOTTI, S. H.; REGO, S. Docência e preceptoria na formação médica: revisão integrativa. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 42, n. 3, p. 75–85, 2018.
BRASIL. Casa Civil. Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 1996.
BRASIL. Casa Civil. Lei n.º 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes. Brasília, 2008.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES n.º 3, de 07 de novembro de 2001. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Enfermagem. Brasília, 2001. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES03.pdf.
BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n.º 569, de 08 de dezembro de 2017. Aprova o Parecer Técnico n.º 300/2017 de 19 de janeiro de 2018 e dispõe sobre princípios gerais para as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduação da área da saúde. Brasília, 2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
ESTEVES, L. S. F. et al. O estágio curricular supervisionado na graduação em enfermagem: revisão integrativa. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 71, supl. 4, p. 1842-1853, 2018.
MAZUR, E. Peer Instruction: A User’s Manual. New Jersey: Prentice Hall, 1997.
MARRAN, A. L.; LIMA, P. G.; BAGNATO, M. H. S. As políticas educacionais e o estágio curricular supervisionado no curso de graduação em enfermagem. Trabalho, Educação e Saúde, v. 13, n. 1, p. 89-108, jan./abr. 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tes/a/D4pfhKkMdRvFKbgsLgt6sDH/abstract/?lang=pt.
PETRY, S. et al. Reformas curriculares na transformação do ensino em enfermagem em uma universidade federal. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 74, n. 4, p. e20201242, 2021.
SIQUEIRA, É. M. S. de; FERREIRA, B. J. Análise sobre métodos de avaliação pedagógica: perspectiva de docentes e discentes em estágio curricular supervisionado de enfermagem. Revista Foco, v. 18, n. 4, p. e8184, 2025. DOI: 10.54751/revistafoco.v18n4-025. Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/foco/article/view/8184.
SILVA, G. M. da. [Título da tese não informado]. 2011. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-19012012-143312/publico/GIZELDA_MONTEIRO_DA_SILVA_corrigida.pdf.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO. Conselho de Ensino e Pesquisa. Resolução CONSEPE n.º 55, de 16 de dezembro de 1996. Aprova a alteração da estrutura curricular do Curso de Enfermagem. Cuiabá, 1996.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO. Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. Resolução CONSEPE n.º 114, de 27 de setembro de 2010. Dispõe sobre alterações curriculares no Projeto Político-Pedagógico do Curso de Graduação em Enfermagem. Cuiabá, 2010.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO. Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. Resolução CONSEPE-UFMT n.º 295, de 31 de outubro de 2022. Dispõe sobre a reestruturação do Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Enfermagem. Cuiabá: UFMT, 2022.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO. Faculdade de Enfermagem. Projeto Político-Pedagógico do Curso de Graduação em Enfermagem. Cuiabá, 2022.
9. ANEXOS
ANEXO A - Registros dos encontro entre grupo
ATA DE REUNIÃO 01/2025 DO GT DE AVALIAÇÃO DO COMPONENTE ESTÁGIO SUPERVISIONADO III[1] [2]
No dia 30 de outubro realizou-se a primeira reunião do grupo, em formato híbrido, com a presença de Adriano, Patrícia, Ramon, Maria, Leidineia e Juliana. Durante o encontro foram repassadas aos colegas as explicações gerais sobre a atividade, esclarecendo-se os objetivos e a forma de desenvolvimento do trabalho. Em seguida, discutiu-se como organizar a construção coletiva da atividade, considerando a necessidade de alinhamento entre os integrantes. Como encaminhamentos, decidiu-se criar um grupo no WhatsApp para facilitar a comunicação, bem como uma pasta no Google Drive para a elaboração conjunta do trabalho. Também ficou definido que todos iniciariam imediatamente a leitura dos materiais enviados, a fim de que na próxima reunião, prevista para ocorrer entre os dias 3 e 7 de novembro, o grupo pudesse avançar na discussão sobre a Metodologia Ativa. Não havendo outros assuntos, a reunião foi encerrada.
ATA DE REUNIÃO 02/2025 DO GT DE AVALIAÇÃO DO COMPONENTE ESTÁGIO SUPERVISIONADO III[3] [4]
No dia 14 de novembro, realizou-se a segunda reunião do grupo, de forma presencial, com a participação de Adriano, Patrícia, Ramon, Maria e Juliana. A reunião teve início às 8h30 e se estendeu até às 11h20. Durante o encontro, o grupo discutiu o andamento do trabalho, compartilhando os avanços realizados por cada membro. Também foram definidos os objetivos e a metodologia que orientará a construção da atividade, destacando que já foi inserido no Drive um esboço da metodologia ativa que será utilizada na apresentação, a peer instruction. Além disso, foram alinhados os principais pontos identificados nas análises individuais, incluindo as fragilidades já apontadas. As discussões possibilitaram o fortalecimento da compreensão coletiva sobre o tema e contribuíram para a definição dos próximos passos do trabalho. Como encaminhamentos, ficou estabelecido que todos deverão finalizar e validar as fragilidades levantadas, desenvolver a teorização dessas fragilidades e elaborar sugestões de propostas para enfrentá-las. Não havendo outros assuntos, a reunião foi encerrada.
ATA DE REUNIÃO 03/2025 DO GT DE AVALIAÇÃO DO COMPONENTE ESTÁGIO SUPERVISIONADO III
No dia 5 de dezembro, realizou-se a terceira reunião do grupo, de forma online, com a participação de Adriano, Patrícia, Ramon, Maria, Leidineia e Juliana. A reunião teve início às 8h e encerrou-se às 10h30. Durante o encontro, o grupo validou as fragilidades identificadas nas etapas anteriores do trabalho e discutiu sugestões de propostas para o aprimoramento da atividade. Também foram definidas e confirmadas a estrutura do trabalho e o formato em que o material será inserido e entregue. Além disso, os participantes esclareceram dúvidas pendentes relacionadas ao desenvolvimento da atividade, especialmente quanto ao uso do instrumento no trabalho escrito e à necessidade, ou não, de elaborar um instrumento próprio. Foi relembrado que, conforme orientação da professora Lidiane, não é necessário montar o instrumento completo, mas sim indicar como ele poderia ser melhorado e/ou construído. Como encaminhamentos, ficou definido que o grupo deve concluir as etapas em andamento, incluindo a teorização das fragilidades e a formulação das sugestões de propostas. Também se estabeleceu que o ponto-chave para a apresentação e as questões a serem utilizadas serão construídos coletivamente. A atividade contará com a participação da turma do MES e dos convidados. Considerando a instabilidade da internet na FAEN, decidiu-se levar previamente todo o material e o desenvolvimento previsto para a MA, garantindo que a execução não seja prejudicada. Ficou agendada a próxima reunião para o dia 8 de dezembro, destinada à organização da etapa de apresentação, incluindo a definição das participações, a formulação das questões e a seleção dos materiais necessários. Não havendo outros assuntos, a reunião foi finalizada.
ATA DA 1ª REUNIÃO DE TODOS OS GRUPOS
Deu-se início às 14:00h do dia 8 de dezembro de 2025, de forma remota via Google Meet. Estiveram presentes os alunos Luiz Gustavo do grupo 1. Laura Chieron, Tiago Mazza, Quézia Diedzec, Priscila Dutra e Adrya Machado (Secretária de Ata) do Grupo 2. Adriano, Maria Claudia e Patricia (Mediadora) do Grupo 3.
Inicialmente, a pauta focou na discussão da funcionalidade e da estrutura dos estágios supervisionados. Foi solicitada a contribuição dos pós-graduandos que também são egressos do programa de graduação, visando obter perspectivas tanto como alunos dos componentes quanto sobre o funcionamento dos estágios sob o ponto de vista dos discentes. Após o compartilhamento de experiências e pontos de vista por Adrya Machado, Luiz Gustavo, Quézia Diedzec e Priscila Dutra, iniciou-se a problematização da aplicação dos instrumentos e de como este processo se dava de modo prático.
Após a discussão, todos os grupos entraram em consenso sobre a necessidade de elaborar um Plano de Integração entre os estágios supervisionados. Este plano deverá ser desenvolvido através do uso estratégico de ferramentas gerenciais e deverá contemplar a perspectiva da gestão de cuidados. Além disso, foi deliberada a integração metodológica necessária com os outros grupos de estágio para harmonizar a forma de associação e a metodologia aplicada entre os três estágios supervisionados.
Em seguida, o foco da reunião voltou-se para a elaboração do trabalho teórico escrito. Ficou designado que cada grupo deverá iniciar a formulação de um plano inicial para este trabalho, o qual será posteriormente trazido para discussão e análise conjunta em reunião futura. Por fim, foram direcionadas as funções remanescentes a cada discente para garantir a preparação completa tanto para a apresentação final quanto para a entrega do documento oficial da disciplina.
A reunião foi encerrada às 16h20. Os pós-graduandos darão continuidade às atividades designadas de modo individual e assíncrono.
ATA DE REUNIÃO 04/2025 DO GT DE AVALIAÇÃO DO COMPONENTE ESTÁGIO SUPERVISIONADO III
No dia 08 de dezembro, realizou-se, de forma online, a quarta reunião do grupo, com a participação de Adriano, Patrícia, Ramon, Maria, Leidineia e Juliana. A reunião teve início às 18h e encerrou-se às 19h30. Durante o encontro, a colega Leidineia informou que, por motivos de saúde, não poderia permanecer no grupo, e, diante disso, o grupo se reorganizou para finalizar a parte do trabalho que estava sob sua responsabilidade. Foram discutidos os avanços do trabalho, incluindo a conclusão das etapas referentes ao objetivo, à metodologia aplicada para execução do trabalho, à análise documental e à reflexão crítica. A etapa de proposição de melhorias encontra-se estruturada, porém ainda necessita de alguns ajustes. As considerações finais já possuem um esboço pronto, os registros das reuniões estão concluídos e a metodologia para a apresentação já foi desenhada, restando apenas a validação final da proposta pelos demais integrantes do grupo. Encaminhamento, todos devem ler e validar as etapas do documento final. Não havendo mais assuntos a tratar, a reunião foi encerrada às 15h30.
ATA DA 2ª REUNIÃO DE TODOS OS GRUPOS
A reunião teve início às 15h10 do dia 11 de dezembro de 2025, de forma presencial na Faculdade de Enfermagem (Faen) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Estiveram presentes: Luiz Gustavo (Grupo 1); Laura Chieron, Tiago Mazza, Quézia Diedzec, Priscila Dutra e Adrya Machado (Secretária de Ata) (Grupo 2); e Adriano, Maria Claudia e Patricia (Mediadora) (Grupo 3).
Inicialmente, foram retomadas as pautas da reunião anterior, realizada em 08 de dezembro, na qual Patrícia havia apresentado um planejamento inicial que sugeria a criação de um instrumento de integração a ser utilizado de forma contínua, do primeiro ao terceiro estágio supervisionado.
Complementando o tema, Luiz Gustavo destacou a necessidade de este instrumento abordar especificamente a gestão e o gerenciamento do cuidado em enfermagem desenvolvidos pelos estudantes.
Maria Claudia propôs, então, a inversão da sequência dos estágios, sugerindo que o primeiro estágio supervisionado de gestão e gerenciamento em enfermagem fosse realocado para o último semestre para promover uma integração mais eficaz entre a prática e o gerenciamento dos campos práticos.
Em seguida, Laura Chieron propôs uma alternativa de integração através de uma dinâmica de imersão, na qual os alunos que estivessem finalizando o estágio supervisionado fariam uma exposição para os alunos ingressantes, detalhando o funcionamento e a rotina dos campos práticos. Essa dinâmica seria estruturada como uma conversa coordenada entre veteranos e ingressantes, mediada por um professor.
Após ampla discussão, todos os grupos entraram em consenso e aprovaram a proposta de integração feita por Laura. Foi deliberado que o plano deverá ser desenvolvido com o uso estratégico de ferramentas gerenciais e contemplar a perspectiva da gestão de cuidados, visando a harmonia e a associação efetiva entre os três estágios supervisionados.
A reunião foi encerrada às 16h00, e os pós-graduandos continuaram as atividades em seus respectivos grupos de trabalho.
ANEXO B
PROPOSTAS DE INTEGRAÇÃO ENTRE OS ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS
Proposta 1
O aluno vivencia em suas práticas, situações reais de trabalho, com o objetivo de promover o desenvolvimento da aprendizagem, bem como as habilidades e competências específicas da atividade profissional do Enfermeiro. Portanto, no ECS III, o discente tem como objetivo compreender a gestão da rede pública de saúde, no que tange o gerenciamento do cuidado na atenção hospitalar, conforme art. 10 do capítulo III do manual de Estágio, que trata sobre o desenvolvimento do mesmo.
Por se tratar de uma experiência prática de trabalho, em sua supervisão semidireta, o docente deve orientar o aluno na produção de um plano de trabalho de gestão, mais especificamente, um plano de gerenciamento do cuidado a ser realizado por ele no período de estágio da instituição. O PPC em seu art. 11 do parágrafo único traz que o discente deverá estar envolvido nos espaços do gerenciamento do cuidado e do serviço, que vai além dos aspectos clínicos relacionados à prática do cuidado.
Esse plano, deve conter, além dos requisitos já definidos pelo item XIV da parte de competências a serem desenvolvidas (como, relatório de atividades documentadas com fotos em situações de educação em saúde e permanente, entre outros) um plano de gestão em saúde que será elaborado pelo próprio aluno com etapas a serem alcançadas por ele no decorrer do período na instituição, com pontos a serem definidos junto ao docente e que será acompanhado de perto pelo preceptor de estágio, que faz parte do quadro de profissionais da instituição e que participa das avaliações dos discentes pelas atividades por eles desenvolvidas, como consta no capítulo VII e parágrafo 1º, do item de Avaliações das Atividades de Estágio.
Faz-se um adendo ao que se refere ao plano de gestão no estágio, a sugestão é que no ECS I o plano seja de gestão de saúde e nos ECS II e III o plano seja de gestão de cuidados, considerando que o primeiro estágio está mais diretamente ligado ao gerenciamento de serviços e os ECS II e III têm relação direta com o cuidado assistencial, dialogando com aspectos gerenciais.
A apresentação desse plano de atividades de gerenciamento do cuidado deve ser construído e apresentado ao preceptor, para que ao tomar conhecimento dele, saiba conduzir a preceptoria de forma a compreender o desenvolvimento de ações do aluno. Pois de acordo com a § 1º do Art. 11 do PPC, o enfermeiro do serviço tem a função de orientar, dar suporte, ensinar e compartilhar experiências que melhorem as habilidades e competências do discente.
Nos espaços de estágio que vão do I ao III, incluir o preceptor no processo é de grande relevância, pois de acordo com o parágrafo 3º do artigo 11 do PPC, a supervisão direta do discente é feita pelo preceptor por meio da observação contínua e direta das atividades de campo e de acordo com o parágrafo 1º do artigo 24 do PPC, o preceptor participa não apenas acompanhando as atividades dos estudantes, mas também avaliando-os, como integrante fundamental nesse processo.
Uma das grandes problemáticas do profissional que recebe alunos em campo, e isso se estende para a equipe de enfermagem de forma geral nas unidades é não saber com clareza quais são de fato as ações que os estagiários precisam desenvolver, com isso, a apresentação do plano de gerenciamento do cuidado além de esclarecer as ações direciona o olhar do preceptor para o desenvolvimento do aluno em campo.
Esse plano de gerenciamento ainda contribuirá para que o aluno entenda como ele deve progredir em ações no decorrer do período de estágio. Muitos são os relatos de estudantes que saem da graduação sem de fato compreender o papel do enfermeiro, pois, muitas vezes em campo de estágio são levados a fazer um pouco de tudo sem ter a real clareza da verdadeira atribuição desse profissional.
O plano deve ser construído individualmente, em forma textual, o que permitirá que cada aluno reflita sobre suas necessidades de ações a serem alcançadas e também, pelo fato de cada clínica ter características muito peculiares, o que tornaria um instrumento em check list um formato não adequado pois teria a possibilidade de ter vários itens não aplicáveis, dependendo do setor.
Vejo que o instrumento de Acompanhamento Processual (conforme item 6 da parte de Instrumentos de Orientação e Acompanhamento) é semanal e feito como um registro de ações que ocorreram, mas o plano de gerenciamento do cuidado é um registro de ações que serão realizadas durante o período em estágio e servirá como um definidor de ações e como meta a ser alcançada pelo aluno.
As fragilidades dos alunos talvez sejam as mesmas dos profissionais formados e inseridos nos mais diversos cenários assistenciais, realidade que demonstra como é deficiente a visão do enfermeiro para com suas atribuições, que esse exercício possa começar desde a academia, tornando esse indivíduo um profissional preparado e com clareza daquilo que é pertinente de sua prática.
A proposta para com o diagnóstico situacional, que compõe a parte de Instrumento Orientador - Análise Situacional, conforme consta também no item 6, da parte de Instrumentos de Orientação e Acompanhamento, está no fato de que ele seja mais do que uma ferramenta de levantamento de problemas, limitações, potencialidades e possibilidades, mas que seja uma ferramenta utilizada principalmente para identificar fragilidades e trabalhar ações para melhora ou transformação de práticas e serviços.
Dessa forma, o diagnóstico não será realizado apenas para cumprimento de atividades do estágio, mas, será apresentando para o núcleo de educação permanente ao final de cada rodada e que terá sequência das propostas por cada grupo que vier na sequência.A proposta para com o diagnóstico é que ele seja apresentado ao final do estágio para as chefias de setores, juntamente com os professores e alunos da rodada. Assim, esse compromisso de utilizá-lo como instrumento de adequações de práticas, ações e rotinas seja de fato alcançado.
Fica ainda mais uma proposta, dentre as fragilidades identificadas, o aluno escolherá uma delas para trabalhar como ação educativa no setor em que se encontra. Essa ação pode ser ação em saúde, ação educativa ou produção de algum protocolo, manual ou outro constructo em decorrência da realização do mesmo.
Essa dinâmica proposta para utilização do diagnóstico situacional permite a articulação da academia com o serviço e o núcleo de educação permanente que é o suporte dos acadêmicos e universidade do ambiente hospitalar.
Dessa forma, teremos a tão almejada continuidade de ações entre os grupos que passam em estágio e o diálogo se estabelece entre academia, serviço e gestão, alcançando assim o objetivo da competência Educativa (competência 3) do Manual de Estágio, que é a de saber educar e aplicar tecnologias educativas nos processos de educação permanente, podendo realizar ações para a equipe, pacientes e colaborando com o espaço institucional e que de acordo com o item IV do artigo 2º, das Disposições Preliminares, o discente precisa no desenvolvimento de suas atividades estabelecer a integração com o ensino, comunidade e serviço de saúde.
Proposta 2
“Monitoramento e Intervenção Integrada de Casos Prioritários no Território”
No Estágio 1 – Gestão em Saúde, identifica situações epidemiológicas prioritárias no território (por exemplo, casos de hipertensão descompensada, diabetes, tuberculose ou doenças respiratórias recorrentes) por meio da análise de dados epidemiológicos e sociais disponíveis no sistema de informação em saúde. A partir dessa análise, propõe estratégias de intervenção, planejamento de ações educativas e protocolos de encaminhamento, considerando os recursos da atenção básica e hospitalar.
No Estágio 2 – Atenção Primária à Saúde (APS), o aluno acompanha e participa da execução dessas estratégias junto à comunidade: realiza visitas domiciliares, rodas de conversa, orientações sobre autocuidado, identifica barreiras de acesso e acompanha casos que necessitem de atenção especializada, garantindo continuidade do cuidado.
No Estágio 3 – Atenção Hospitalar, o aluno observa e participa do atendimento de pacientes provenientes da APS que necessitam de internação ou procedimentos hospitalares, analisando como a integração entre níveis de atenção contribui para o manejo efetivo de cada caso e propõe ajustes nos fluxos de referência e contrarreferência para melhorar os desfechos.
Demandas epidemiológicas e sociais: o aluno irá identificar doenças prevalentes no território, e deve considerar os determinantes sociais da saúde, como condições de moradia, acesso a serviços, escolaridade e vulnerabilidades socioeconômicas.
Ensino-serviço-comunidade: atendido pelo trabalho em conjunto com equipes de saúde da família e hospital (pode consultar esses níveis de atenção para planejar as ações). Produção de relatórios e propostas de melhoria baseadas em evidências e necessidades reais.
Resulta em: detecção e acompanhamento de casos prioritários; articulação efetiva entre níveis de atenção; desenvolvimento de competências em gestão, atenção clínica e educação em saúde e fortalecimento do vínculo entre serviço, universidade e comunidade.
Pode ser utilizada a ferramenta de gestão 5W3H.
Projetos podem ser revisados por outros alunos que estiverem iniciando, mantendo o monitoramento.